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A lorota do cadastramento de usuários de lan houses cai por terra

Hoje, o Estado de S. Paulo traz um artigo de Mário Brandão, presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital, trazendo uma importante informação que desmascara a lorota autoritária pelo cadastramento de usuários de lan houses e cybercafés que foi aceita no PL das Lan Houses (e que tramita no Senado como PLC 28/2011). Trechos do artigo:
Mas é na obrigatoriedade do cadastramento de usuários, que implica a exigência de documento de identidade válido, que mora o maior dano. Na população com idade entre 10 e 15 anos, apenas 2% possuem RG. Assim, sancionada a emenda, estarão alijados do acesso à internet cerca de 1,6 milhão de brasileiros que hoje utilizam as lan houses para fazer desde suas pesquisas para a escola até o simples digitar e impressão dos seus trabalhos escolares. Se considerarmos todo o universo de estudantes, de todas as idades, que hoje utilizam lan houses, mas não têm carteira de identidade, estariam excluídos 8 milhões de brasileirinhos das facilidades da internet.

A emenda de cadastro foi defendida sob a tese de que o anonimato potencializa ações ilícitas, mas os números do mesmo CGI.br não dão suporte a esse argumento: só 11,6% dos incidentes de segurança têm origem em lan houses, que são responsáveis por 45% do total dos acessos à rede. Explica-se: as lan houses são ambientes públicos, só isso é um eficiente fator de inibição de más práticas. Ninguém se sentiria confortável em tirar a roupa num ambiente público, tampouco veria imagens ilícitas com pessoas passando às suas costas ou sentadas ao seu lado. (grifo meu)

Por "imagens ilícitas", podemos entender como pedofilia, que no passado foi o grande bicho-papão da Internet mas já foi substituído pelo bullying. Como se sabe, na mente dos nossos brilhantes legisladores, pedófilos iriam acessar imagens de menores em público e ali mesmo se masturbariam. Mas a verdade apareceu, e as lan house, ditas terras de faroeste digital, são ambientes mais seguros do que muitos outros locais com Internet fortemente controlada.

Isto mostra que o que ser quer não é o combate à exploração sexual, como se sabe existe um ponto de prostituição infantil a cada 5 km de rodovias no Distrito Federal (e certamente elas não estão sendo aliciadas via Internet) mas sim um subterfúgio de conteúdo altamemte emocional para censurar a Internet.

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