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Mostrando postagens de Janeiro, 2009

Desvio de função

Zero Hora de hoje reporta, e até com o nome da repórter, a proposta de parceria da Secretaria de Segurança Pública do RS e a EPTC para a utilização das câmeras de vigilância da última; as câmeras da EPTC só são utilizadas para controle de tráfego. Na proposta também seriam incluidas as câmeras de vigilância da Guarda Municipal, que ficam no entorno do Gasômetro.

Como estamos falando de Zero Hora, algumas perguntas sequer foram perguntadas: Qual foi a influência das câmeras de vigilância operacionais na criminalidade em Porto Alegre?Quanto isto custará ao contribuinte porto-alegrense?Quem são aqueles que são contra a ideia e por quê? Para quem quiser informações sobre a hefisiênssia das câmeras de vigilância, é só acessar os tags "Câmeras: inúteis contra o crime" e "câmeras".
P.S.: Numa notícia que, curiosamente, cito, um policial de Lostock Hall, Lancastershire, Reino Unido está sendo processado por abusar do seu poder de requisição de imagens de câmeras de vigilância …

Floridianos valem um dólar

A privacidade dos floridianos vale US$ 1 e nada mais. O Miami Heraldnoticia que o estado da Flórida dará um crédito único de US$ 1 para quem pedir, ou renovar, carteiras de motoristas naquele estado como parte de um acordo judicial sobre venda ilegal de dados dos registros de motoristas. Por sua vez, o estado da Flórida teria um lucro de US$ 16.600.000, tirando a diferença do dinheiro recebido com as vendas de dados (US$ 27 mi) e o total do acordo (US$ 10,4 mi); os advogados embolsam US$ 2.850.000 em honorários.

E a Privacy International só dá "Fracasso sistemático para manter salvaguardas" para o Brasil

O certo seria "Sociedades de vigilância endêmica". Continuando com o caso das quadrilhas que invadiam dados pessoais, uma das vítimas sendo o deputado José Anibal (PSDB-SP). Veja reporta o seguinte sobre o caso:
Quanto custa violar os sigilos bancários, fiscais e telefônicos de um cidadão qualquer? No Brasil, os preços começam em 35 reais. Foi por esse valor que funcionários das empresas de telefonia celular venderam a privacidade de clientes em São Paulo. Por 800 reais, é possível levantar a movimentação bancária e a fatura do cartão de crédito das vítimas. Se barganhar, sai por 200. Por 1.500 reais, pode-se comprar uma declaração de Imposto de Renda extraída diretamente dos computadores da Receita Federal.
(...) Hoje, a pena para esses delitos é irrisória. Varia de dois a quatro anos de prisão. Como é muito baixa, quem é condenado nem vai para a cadeia. É comum que as penas se limitem a cestas básicas, que, de acordo com sua contabilidade, podem ser pagas com apenas duas queb…

Update do affaire José Anibal

Ontem, eu postei um link para uma reportagem do Folha de S. Paulo sobre a prisão de pessoas que estariam envolvidas em quebras ilegais de sigilos bancários, fiscais e telefônicas, tendo como uma das vítimas o deputado José Anibal (PSDB-SP). Hoje, Folhareporta que uma funcionária de uma operadora de cartão de crédito teria sido presa por suposto envolvimento com as duas quadrilhas da reportagem anterior.

E para começar o ano

Que tal mais uma notícia de venda de dados protegidos por sigilo telefônico, fiscal ou bancário? O Folha de S. Paulo de hoje reporta a prisão de nove pessoas suspeitas de quebra ilegal dos sigilos supracitados. Uma das vítimas seria o deputado José Anibal Peres de Ponte (PSDB-SP), isso mesmo, o partido que mais conspira contra a privacidade na história do Brasil.

A vida é tão irônica!