Pular para o conteúdo principal

Câmeras de vigilância em Porto Alegre

Um dos pedidos de informação que fiz ao governo do estado do Rio Grande do Sul foi sobre o uso de câmeras de vigilância. Eles me responderam adequadamente no prazo (algo que está ocorrendo com todos os meus pedidos perante o governo estadual, só para constar). Logo de cara eles dizem que não há detalhamento de criminalidade por rua:
O processo de produção estatística da SSP é elaborado levando em consideração o nível mínimo de município, motivo pelo qual não há como se calcular a influência do fenômeno criminal apenas no entorno ou raio da câmera.

Mas é possível identificar-se a situação geral da localidade, através
dos dados publicados na página da SSP, no link Estatística,  cruzando-se estas informações com as datas das instalações dos equipamentos da SSP, já que outros órgãos e instituições, inclusive municipais, também instalam equipamentos de monitoramento.
Eles falam sobre a legislação referente a tais aparatos:
Em 25 de Abril de 2005, foi editada Portaria n.º 042/2005, a qual regulava as linhas gerais de engajamento, aspectos de confidencialidade das informações e imagens observadas, responsabilidades pelos sistemas, documento substituído pela Portaria 179/SSP/2011.

Para a instalação de um ponto de monitoramento no Estado, a Portaria 179/SSP/2011, estabelece entre suas premissas, identificação dos locais de instalação das câmeras com as justificativas técnicas e operacionais, contendo compromisso de atualização e informação imediata à SSP/RS quando de alterações de locais, supressões ou acréscimos.
Mas eles não me dão o alcance das câmeras:
Atualmente o Centro Integrado de Segurança Pública de Porto Alegre monitora 115 (cento e quinze) câmeras, sendo 73 (setenta e três) dos órgãos da Prefeitura Municipal, com alcance visual variados, pois depende da especificação técnica de cada equipamento, entende este Departamento que a divulgação do alcance de visualização de cada equipamento poderá trazer prejuízo estratégico no combate a criminalidade.
Por fim, eles me mandaram a lista de câmeras que eles operam em Porto Alegre, algo que tu podes ver em lista ou no mapa.

E já pedi informações sobre as câmeras em Porto Alegre (175546-12-62):
Quantas câmeras de vigilância a Prefeitura de Porto Alegre opera, onde elas estão, qual é a normativa legal referente ao tratamento de dados, quem pode acessar as imagens e sobre que circunstâncias, por quanto tempo as imagens são armazenadas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como clonar digitais

Recordar é viver. Em 18 de abril de 2008, eu mostrei como clonar impressões digitais, usando materiais extremamente sofisticados como cola de madeira, SuperBonder, câmera fotográfica papel de slide e impressora a laser (tipo de coisa que só gente com muito dinheiro e contatos conseegue ter). Como o link anterior quebrou, resolvi republicar esta matéria. Alguém por favor mande isto para o sr. Ricardo Lewandowski!

Para quem ainda tem alguma ponta de confiança na biometria, traduzo um guia prático de como fazer impressões digitais de outros para ti.
Como falsificar digitais?
Starbug no Chaos Computer Club

Para falsificar uma impressão digital é necessário uma primeiro. Digitais latentes nada mais são do que gordura e suor em objetos tocados. Desta forma, para capturar a impressão digital de alguém (neste caso, a que tu queres copiar), deve-se utilizar métodos forenses, o que será explicado aqui. (Foto 1)


Foto 1: Resíduo gorduroso duma digital

Boas fontes de impressões digitais são vidros…

Digitais falsas

Os Zé Cadastros que povoam o Brasil adoram afirmar a "confiabilidade" da identificação de pessoas por meio de impressões digitais, como, por exemplo, este texto do Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal:

O sistema datiloscópico é o método mais prático e seguro de identificação humana, razão por que tem sido largamente utilizado, desde a sua descoberta até os dias atuais, na área civil e criminal.

A identificação humana através das impressões digitais, é sem sombra de dúvida, a maneira pela qual pode-se afirmar ou negar a identidade de uma pessoa.Método mais prático e seguro? Eu não sabia que, agora, um sistema com uma taxa de falso-negativo de 15% seja prático e seguro. E também não sabia que a "identificação humana através das impressões digitais" seria a única maneira de afirmar ou negar a identidade de uma pessoa, ainda mais considerando que a universalidade (quão comum é entre as pessoas) das impressões digitais é considerada média. Além disso, de…

E continua a disCUssão® sobre o Cadastro Único, agora com o nome de Registro Civil Nacional

No post anterior, eu falei sobre a versão 3.0 do Cadastro Único, o CU, que atende pelo nome atual de Registro Civil Nacional. Uma das novidades da disCUssão® sobre o CU 3.0 é a oposição corporativista ao CU 3.0 propriamente dito e a quem deve ser confiado o nosso CU.
Uma das novas brigas que surgiram pelo CU 3.0 dos brasileiros é entre Dias Toffoli e Julio Lopes, o relator do PL 1775/2015. O PL, de autoria do desgoverno Dilma Rousseff, diz que o CU 3.0 dos brasileiros será administrado pela Justiça Eleitoral, pois essa coleta ilegalmente informações biométricas dos eleitores brasileiros. O Sr. Lopes, por sua vez, quer que a Receita Federal administre o CU 3.0. E, felizmente, o impasse está gerado. O Globoreporta: O debate sobre identidade única para o brasileiro gerou acirrada discussão entre autoridades dos três Poderes na última quinta, na comissão especial da Câmara que analisa o projeto do Executivo que cria o Registro Civil Nacional (RCN). O negócio foi um petardo atrás do outro…