Pular para o conteúdo principal

Objeção a carteirinha do torcedor cresce

A dita "carteira do torcedor", mais uma inutilidade copyright Desgoverno Lula, encontra a oposição do Clube dos 13. E falando de opiniões especializadas no esporte, achei duas que cito abaixo:

- Carlet, Vianey. "Carteira de torcedor: é gostar de rasgar dinheiro":
Lembram do kit primeiros socorros, inventado pelo governo brasileiro no século passado? Milhões de proprietários de veículos adquiriram o tal kit para, em seguida, a obrigatoriedade ser revogada. Os brasileiros perderam dinheiro, mas a empresa que forneceu o desnecessário equipamento engordou a sua conta bancária.

Agora, o governo quer impor o cadastramento de todos os torcedores do país que passariam a portar uma carteirinha. Todos os estádios brasileiros, claro, teriam que ser dotados de catracas eletrônicos. O governo se encarregaria de fornecer mais de 100 milhões de credenciais e as caras catracas. Uma montanha de dinheiro público queimado inutilmente. O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, falando em nome dos grandes clubes brasileiros, posicionou-se assim:

— O Inter já tem mais de 70 mil torcedores cadastrados, o Grêmio tem mais de 40 mil. Não foi cadastramento obrigatório. Com os lugares numerados nos estádios, os espaços VIPs, o monitoramento da torcida com câmeras, o que permite fácil identificação, não é necessária a carteirinha — disse.

Koff concorda com a criminalização dos atos dos torcedores, mas mostrou-se desgostoso com o fato de o governo não ter ouvido os clubes:

— Temos boa relação com o governo, somos sempre consultados. Ficamos surpresos com a notícia da carteirinha. Somos contra.

Este capítulo da reforma do Estatuto do Torcedor deverá ser revisto pelo governo. O presidente do Clube dos 13 admite que “90% da proposta é positiva”. Não concorda, apenas, com a carteirinha.
- Kfouri, Juca. "O ministro e as carteirinhas":

(...)Sim, parece inesgotável a capacidade de sedução de nossos cartolas, capazes de levar ao altar as mais diferentes autoridades do país, sejam elas da elite, seja o operário que chegou ao poder, este sabendo bem quem são os cartolas.

E tome reformas que buscam tirar a responsabilidade deles, que dão Timemanias umas atrás das outras, leis de incentivos e que, agora, para combater uma minoria facilmente identificável, buscam criminalizar a maioria pacífica. A carteirinha do torcedor é um bom exemplo.Proposta pelo ministro do Esporte, que, quando presidiu a UNE, fez da carteirinha de estudante uma festa, a do torcedor quer impedir, já no ano que vem, que a sua mãe, raro leitor, possa entrar num estádio brasileiro com capacidade de receber mais de 10 mil torcedores.

Isso mesmo. Se a senhora sua mãe quiser ir ao Morumbi, ao Pacaembu, ao Prudentão, só poderá ir se estiver devidamente cadastrada, nos mínimos detalhes, algo que não passa de tola burocracia e, há quem diga na OAB, é até inconstitucional.
(...)
Mas estamos em começo de fim de governo e o ministro do Esporte, que passou mais tempo como bajulador de cartolas e como papagaio de pirata, a exemplo de seu antecessor do mesmo PC do B, tem sonhos eleitorais, talvez como senador, ao menos como deputado.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como clonar digitais

Recordar é viver. Em 18 de abril de 2008, eu mostrei como clonar impressões digitais, usando materiais extremamente sofisticados como cola de madeira, SuperBonder, câmera fotográfica papel de slide e impressora a laser (tipo de coisa que só gente com muito dinheiro e contatos conseegue ter). Como o link anterior quebrou, resolvi republicar esta matéria. Alguém por favor mande isto para o sr. Ricardo Lewandowski!

Para quem ainda tem alguma ponta de confiança na biometria, traduzo um guia prático de como fazer impressões digitais de outros para ti.
Como falsificar digitais?
Starbug no Chaos Computer Club

Para falsificar uma impressão digital é necessário uma primeiro. Digitais latentes nada mais são do que gordura e suor em objetos tocados. Desta forma, para capturar a impressão digital de alguém (neste caso, a que tu queres copiar), deve-se utilizar métodos forenses, o que será explicado aqui. (Foto 1)


Foto 1: Resíduo gorduroso duma digital

Boas fontes de impressões digitais são vidros…

Digitais falsas

Os Zé Cadastros que povoam o Brasil adoram afirmar a "confiabilidade" da identificação de pessoas por meio de impressões digitais, como, por exemplo, este texto do Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal:

O sistema datiloscópico é o método mais prático e seguro de identificação humana, razão por que tem sido largamente utilizado, desde a sua descoberta até os dias atuais, na área civil e criminal.

A identificação humana através das impressões digitais, é sem sombra de dúvida, a maneira pela qual pode-se afirmar ou negar a identidade de uma pessoa.Método mais prático e seguro? Eu não sabia que, agora, um sistema com uma taxa de falso-negativo de 15% seja prático e seguro. E também não sabia que a "identificação humana através das impressões digitais" seria a única maneira de afirmar ou negar a identidade de uma pessoa, ainda mais considerando que a universalidade (quão comum é entre as pessoas) das impressões digitais é considerada média. Além disso, de…

Justiça Federal de São Paulo franqueia livre acesso a dados cadastrais de clientes da Claro

Depois daquela infame decisão do STF dizendo que a Receita Federal não precisa de autorização judicial para acessar dados bancários, não estou falando de dados cadastrais mas sim das movimentações, a garantia constitucional à privacidade e intimidade foi declarada inconstitucional. Tendo em vista isso, a Justiça Federal de São Paulo garantiu livre acesso aos dados cadastrais dos clientes da Claro sem precisar de ordem judicial, bastando unica e exclusivamente a vontade de delegados de polícia e de promotores.
Tudo começou quando o delegado de Polícia Federal de Sorocaba, SP requisitou a Claro a informação cadastral de dois chips numerados em 8950 53269 00157 80714 AACOO3 HLR69 e 89550 53168 00247 83503 AAC003 HLR68, com o aviso óbvio sobre a possível ocorrência de crime de desobediência. A Claro, por sua vez, respondeu: A impetrante aduz que as provas pretendidas pela autoridade impetrada dependem de competente ordem judicial, em virtude de tais dados cadastrais estarem abarcados por…